domingo, novembro 04, 2007

Aceito sugestões:

Esse é um mundo estranho
cheio de pessoas sozinhas
me pergunto o que eu quero dizer
e o que eu quero afinal
tudo o que eu tenho é um norte
mas onde isso vai dar?

Para onde nós vamos?
Para onde nós estamos nos levando?
Para onde nós vamos nos levar?

Eu não cheguei a lugar algum
mas achei a direção certa
É melhor do que caminhar por si
e acabar chegando a lugar nenhum

domingo, outubro 07, 2007

Mais um texto do Renan, muito bom.

Se você não for músico, vai achar totalmente sem sentido. Se for, genial hehe.

Uma história de brevidade

Vivia dentro de uma mínima. Jamais conhecera a semibreve que, por meiose, a originara. Contudo,vivia feliz em seu compasso. Binário simples.
Dividia-o com uma outra mínima, agora desabitada. Todos as vezes que a tocavam, sentia-se de tal forma emocionada que quase deixava escapar um ponto de aumento.
Não! Não poderia!
Transgrediria a determinação da armadura.
Ali, fechada em seu circunspecto e restrito espaço, aguardava todos os dias que alguém, mesmo que um leigo, nela repara-se.Tão esbelta, educada e contínua mínima de sol. Tantos tantos anos esperou. Viveu assim: mínima. Quando solicitada,cumpria seu papel. Dado o momento, cessava. Restava o esperar fastidioso da pausa sempiterna de uma transitória memória.
Um dia olhada, estava de luto. Semínima resignada. Agora, dilacerada sua minimidade, passou a atar-se vendas. E a armadura já não mais importava.Colcheia. Semicolcheia. Fusa. Semifusa. Confusa. simples pausa de respiração que encontrou a humanidade da funesta, sonora e envolvente música eternal.Tudo porque era assim. Tudo porque viveu assim. Uma singela mínima.

terça-feira, setembro 18, 2007

RBS....Rica, Bonita e Submissa.

Vocês pediram, beto escreve. Aceito doações em dinheiro.

  1. Bom, se tem que escolher entre ser pobre ou rica, não faz mal que seja rica né? Pode até ser uma pobre rica, ou melhor, uma rica pobre... na verdade, nada a ver navios. Ela tem que ser rica em boniteza e submissão, ha. Boniteza é um conceito meio complicado, então vou explicar a submissão antes.
  2. A submissão é essêncial porque só pode haver UM homem na relação. Afinal, se houvesse dois homens, na verdade não haveria nenhum homem. ( Profundo. Respire , solte o ar. Leia denovo. Pense, continue.) Se a mulher quiser ser o homem da relação, não dá certo, saca? Hahahah... Sem machismo .. :P
  3. Já a boniteza é algo bem mais abstrato... Não ser banguela nem careca, é um bom começo. Mas claro que as que vem com botão de volume, on/off têm um diferencial grande. ( Haaahahahaha... lembrando que essa teoria é do Gregory, eu só escrevi ela. Então chamem ELE de machista, não eu! )
  4. O grande problema é que essas três características são auto-exclusivas. É muito difícil achar uma menina, cheia de boniteza, riqueza e submi....ceza. Cada mulher retêm, no máximo, dois tipos de "eza's". Por exemplo, se ela for bonita e rica, ela não precisa de mais nada, nem precisa de você! Então como pode ser submissa? Se ela for submissa e rica, ela já teria marido... Mesmo que seja feia, sempre tem um cego querendo se arrumar na vida, né? E se ela for submissa e bonita... aí eu mesmo arranjo dinheiro, fico rico e caso com ela!!
Ok, isso parece absurdo né?
eu concordo!!!
...
PIOR!! NÓS TODOS (meninos) CONCORDAMOS!!
...
Como eu disse antes, uns acreditam em papai noel, outros em fada do dente, outras em príncipe encantado e outros (esses sim têm fé!!) em RBS.

RBS... Dito e feito.

ass: Beto, sob a devida supervisão do Gregory.

BrejeiroBlog, divulgue você também suas teorias, ou suas loucuras ou ainda (pq não?) suas crises existenciais!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Conto do Renan, um pouco longo... Mas é muito bom!!

Uma história corriqueira

- O quê?! Exclamou com surpresa o Finado Zacarias.Não que fosse realmente finado. Pelo menos não no sentido literal do termo. Finado Zacarias era seu nome de Batismo. Batismo, seu pai, achou o nome tão bonito que não resistiu quando viu o recém nascido. O nome casava com o novo indivíduo.Finado Zacarias nunca teve grandes ambições na vida. Finado Zacarias era um tipo meio lhama. Lhamas não têm grandes ambições. Se bem que ele nem tinha consciência disso.Afinal, nunca vira um desses animais. Os Andes ficavam muito longe. Finado Zacarias não tinha tempo para isso. Tinha que se preocupar com a vida.

Todos os dias, levantava-se às 5 horas da manhã. Não que tivesse algo de importante para fazer, ou que tivesse horários a cumprir. Apenas acordava. Por acordar. E sem nem saber por quê. Nunca lhe explicaram o porquê de muitas coisas. Às 10 horas saía de casa. Dava um volta metódica no quarteirão. Acenava para a dona da padaria. Sorria para o limpador de rua que passava por ali. Quando voltava para casa, 10 minutos mais tarde, Finado Zacarias surpreendia-se com o tempo que passara fora. Quanta coisa fizera!Almoçava cerimonialmente às 11. Trocava-se e ia para loja vender parafusos. Algumas vezes lembrava de se despedir de Alegria, sua esposa.

Alegria sim era uma mulher pacata. Distinta e austera. Indômita e resignada. Alegria era a mulher que todo homem desejaria ter. Jamais deixara de cumprir seus deveres de dona do lar. Servia-se de trouxas de roupas, pilhas de louça e tapetes sujos. Que grande louvor lhe brotava no coração ao ter tais artefatos com que se ocupar. Limpava toda a casa três vezes por semana. Preparava o almoço todos os dias. Com destreza e péssima mão. Raramente seus preparos tinham sabor agradável. Mas como Finado Zacarias, seu marido,nunca sentira gosto, Alegria contentava-se com seu despreparo culinário.

E Finado Zacarias vendia parafusos. Para muitos um serviço monótono. Para ele não. Interessava-se pelas formas e tamanhos diversos desses objetos. E divagava. Conjecturava se após ser colocado num buraco na parede e permanecer ali por anos, o parafuso ainda seria o mesmo. Afinal, pensava Finado Zacarias, deve ser frustrante ser sempre o mesmo.

Assim, Alegria e Finado Zacarias eram casados há 23 anos. Não que sejam precisamente 23 anos. Nem mesmo eles o sabiam, mas assim diziam para registro de ocasiões formais. 23 era um número que aprazia a ambos. 2 para Finado Zacarias. 3 para Alegria.

Dois sonhos: conhecer o Relógio das Flores, em Curitiba; comer gelatina verde com pedaços de maçã. Três anseios: amor, felicidade e um par de meias cor de rosa.Dois empecilhos: a distância de sua casa em Pinhais a Curitiba; maçã com casa gera flatos.Três medos: ser amada, sorrir e ter que usar vestido quando tivesse o par de meias cor de rosa.

Diante de todas essas circunstâncias, Finado Zacarias ainda estava lá. Parado na frente do feirante:- O quê?!- Isso mesmo, seu Finado. Cinco reais o quilo da cebola.- Pois não compro.- Ora! Então não compre!- Mas isso é um absurdo!- Absurdo?! Desde quando?- Como desde quando! O quê!

Finado Zacarias, tinha mania de repetir, com diferentes entonações, "o quê", quando se algo lhe perturbava. Por isso, sempre andava pela rua dizendo: "O quê?! O quê! O quê??". Com acento circunflexo e tudo.

Neste dia, sua crise de o quês foi complementada por um acesso de piscadelas ritmadas. Quando jovem, Finado Zacarias dançava lambada. Até o dia em que, num concurso, escorregou na barra da calça boca de sino e foi parar no meio do salão. Estirado. Com a perna quebrada. Deixando aparecer a cueca alaranjada que usava para dar sorte. O trauma foi tanto que nos momentos de maior indignação, Finado Zacarias tinha piscadelas no ritmo da lambada-da-morte, como gostava de lembrar. No dia do incidente, Alegria estava no salão. Ao ver o dançarino no chão, não teve dúvidas de que era o homem de sua vida. Casaram-se duas semanas depois.

Atravessava a rua, Finado Zacarias. Num intervalo de olhos fechados de seu acesso de piscadas, foi atropelado. Morreu ali. Rindo-se de tanto contentamento: o caminho da funerária passava pelo Relógio das Flores. Há anos preparara uma carta dizendo que em seu velório deveria ser servida gelatina verde com pedaços de maçã. Ria-se só de imaginar a sinfonia flatulêncial que seria na hora do sepultamento.

Alegria, ao saber do ocorrido, preparou 4 caixas de gelatina verde com pedaços de maçã. Saiu. Comprou um par de meias cor de rosa. Voltou para casa. Tirou uma foto sorrindo. Escreveu uma carta de amor. Pulou semi-nua da sacada do sobrado. Semi-nua: usava um par de meias cor de rosa.

terça-feira, setembro 11, 2007

De: RONYboy

nova historinha p/ seus sobrihnos deh!! ;

Pentão...era uma vez um garoto...passeando pelos caminhos da vida ele encontrou um castelo!! um lindo castelo diga-se de passagem!!curioso este jovem rapaz decide entrar no castelo!!as pessoas deste castelo sao gentis e atenciosas com o rapaz, que aos poucos vai se encantando e apegando pelo lugar tao bonito e pelas pessoas tao incriveis!!! tudo parecia perfeito, era como um conto de fadas!! a própria princesa era mto bonita e gostava mto do rapaz!!! assim como eu teimaria em dizer que o rapaz tbm gostava mto da princesa.. teimaria até o ponto de dizer q o rapaz a amava!!Após um certo tempo o rapaz havia conquistado a todos: seja servo, soldado, mago ou nobre!! conqusitou o proprio respeito do rei e da rainha!!realmente era tudo mto perfeito, mas nesta historia naum existe o "felizes para sempre", o rapaz com medo e mto indeciso acaba fugindo do castelo!!desiste da pricensa q ama, das pessoas que gostam dele e do respeito q conquistou com o tempo!!decide vagar pela vida e se arriscar em caminhos ainda não desbravados!! No fundo achava q jamais iria dar certo por ter errado tanto e por naum acreditar q até msm ele poderia mudar, por naum acreditar em si mesmo!! tudo por medo de amar, ou medo de arriscar!!='(

moral da historia??princesa revoltada e desiludida cria muro gigante e lago com crocodilos para forasteiros naum se aproximarem!! jovem rapaz cria trauma e faz "arte" pelo resto da vida por naum acredita mais no amor e nem em conto de fadas!!
Obrigado por ler, nos visite mais vezes!